Palestrantes de Fevereiro 2013

domingo, 13 de novembro de 2011

O Divórcio




Extraído do livro de Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo.

5. O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. Se fosse contrario a essa lei, a própria Igreja seria obrigado a considerar prevaricadores aquele de seus chefes que, por autoridade própria e em nome da religião, hão imposto o divórcio em mais de uma ocasião. E dupla seria aí a prevaricação, porque, nesses casos, o divórcio há objetivado unicamente interesses materiais e não a satisfação da lei de amor. 

Mas, nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: "Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres?" Isso significa que, já ao tempo de Moisés, não sendo a afeição mútua a única determinante do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Acrescenta, porém: "no princípio, não foi assim", isto é, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, derivando da simpatia, e não da vaidade ou da ambição, nenhum ensejo dava ao repúdio. 

Vai mais longe: especifica o caso em que pode dar-se o repúdio, o de adultério. Ora, não existe adultério onde reina sincera afeição recíproca. É verdade que ele proíbe ao homem desposar a mulher repudiada; mas, cumpre se tenham em vista os costumes e o caráter dos homens daquela época. A lei mosaica, nesse caso, prescrevia a lapidação. Querendo abolir um uso bárbaro, precisou de uma penalidade que o substituísse e a encontrou no opróbrio que adviria da proibição de um segundo casamento. Era, de certo modo, uma lei civil substituída por outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, tinha de passar pela prova do tempo.

Comentário: Espiritualista

Com certeza Allan Kardec era favorável ao divórcio e também os espíritos que o ajudaram a formular sua obra, o que nós temos que analisar hoje em dia após dois mil anos que Jesus esteve na terra é o seguinte, basicamente tudo se resume em uma coisa, se você não é feliz junto ao seu parceiro é lógico que sua vida não pode ser jogada fora com um relacionamento que deu errado, brigas e perturbações conjugais, diferenças de pensamentos, ninguém é obrigado a mudar a sua personalidade, isto seria ser falso, porque nós conseguiríamos mudar apenas externamente a maneira de sermos, em resumo é mais de Deus você ser verdadeiro e tomar uma atitude correta do que viver entre o ódio e o rancor, viver com uma pessoa que você não ama, nem tem afinidades de pensamentos.

Em uma separação conjugal cujo os dois tem um bom fundamento de caráter, ela é feita sem grandes traumas, sem ofensas, sem que um odeie o outro, infelizmente acontece que um dos dois continua amando, mas não é correto só porque você ama, forçar que seu outro ou outra o ama também, a vida é cheia desses casos, é comum, mas temos o tempo a nosso favor.

* retirado do site www.espiritismofamilia.blogspot.com

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ciclos Mediúnicos


Por Almir Palácio

A mediunidade há muito se espalhou pelo Brasil. em todas as classes sociais e em suas diversas modalidades: de cura, de efeitos físicos, psicografia, psicofônica, psicopictográfica e outras.

Ao deter-se na coleta de informações para tentar compor um estudo sobre a história da mediunidade, o observador atento vai descobrir que os fenômenos mediúnicos sempre estiveram presentes na vida religiosa de todos os povos e nações.

Ao longo do tempo, em cada região ou localidade onde essas manifestações eclodiam, recebiam nomes diferentes. No antigo Egito a mediunidade era reconhecida como ritos de iniciação. Entre os gregos era chamada de mistérios de Elêusis. Na Pérsia chamava-se magia, entre os babilônios, adivinhação. Para os antigos hebreus seu nome era dons da profecia. Entre os cristãos primitivos a mediunidade chamou-se carisma, e recebeu diversos nomes conforme suas diferentes modalidades de manifestação: dons do espírito, dons de cura, dons de línguas, profecia. Os ofitas chamaram-na de delírios espirituais. Entre os druidas seu nome era ritual de magia. Entre os cátaros o transe mediúnico era chamado de consolamentum. Na Alemanha, na época de Lutero, à eclosão de um “surto mediúnico”, deram-lhe o nome de epidemia mística. Além destas, muitas outras definições foram dadas aos fenômenos mediúnicos, registradas pela história religiosa de cada povo. Finalmente, com Allan Kardec, esses fenômenos consolidaram-se como mediunidade, e hoje esse termo é aceito, com algumas exceções, quase que universalmente. Os católicos, na atualidade, reabilitaram a mediunidade de cura em seu meio com o nome de movimento de renovação carismática, numa referência aos carismas, nome que a identificava nos tempos apostólicos, e os evangélicos, na atualidade, dão-lhe o nome de descida do espírito santo.

Mas não somente em movimentos coletivos manifestou-se a mediunidade. Também com indivíduos, isoladamente, dentro ou fora de ambientes místicos ou religiosos, os fenômenos mediúnicos nunca deixaram de se manifestar, aqui e ali, com qualquer tipo de pessoas, em lugares diferentes, em línguas diferentes, e em tempos diferentes. Naturalmente, as forças espirituais superiores que assistem à humanidade, através dos processos mediúnicos, sempre mantiveram abertos os canais de intercâmbio entre seu plano e o nosso, como uma necessidade de se manterem permanentes essas experiências, visando aos tempos futuros, quando o conceito de religião tivesse transcendido às velhas concepções de religião organizada, com seus rituais, dogmas, e formalismos inúteis.


De entremeio a tantas manifestações do espírito, ao longo de milênios, três grandes ciclos mediúnicos se sobressaíram na história, coincidindo com três importantes revelações religiosas que a humanidade assistiu, e que os espíritas consagram como . Isso nos leva a refletir sobre as informações de André Luiz segundo as quais religião e mediunidade são intercorrentes, isto é, embora coisas diferentes, ambas se complementam. Desta maneira, o Mediunismo funciona como fator coadjuvante na consolidação da cultura religiosa entre os homens, e, conseqüentemente, como necessário e poderoso instrumento auxiliar para sua ascensão espiritual.

O primeiro grande ciclo mediúnico ocorreu na velha Canaã dos hebreus, ao tempo de Moisés. O grande profeta (médium) e legislador hebreu pretendeu fazer de seu povo uma grande nação teocrática, e para preservá-la dentro de princípios teocráticos, precisaria educar seus irmãos de raça para que assimilassem perfeitamente as "ordens que seriam ditadas por Jeová". Povo rude e insubmisso, cercado por todos os lados por nações belicosas e pagãs, que faziam de seus variados deuses mitológicos seus objetos de adoração, para Moisés, a crença dos judeus em Jeová, Deus único, precisaria estar fortemente arraigada num profundo sentimento religioso. Assim como os deuses mitológicos estavam sempre presentes em cada atividade e costumes dos povos vizinhos, também Jeová deveria estar presente em cada peripécia da vida dos judeus. Moisés deu-lhes esse Deus, único e superior. Porém, igualmente aos deuses mitológicos, Moisés dotou-o de sentimentos humanos, e pela boca do povo (via mediúnica), fê-lo falar a língua do povo, e expressar os sentimentos desse próprio povo. Ao contrário do que entenderam os intérpretes dos textos bíblicos, o grande líder hebreu não proibiu o profetismo (mediunismo), e sim o liberou, e estimulou a sua prática junto à sua gente. ...quem dera que todo o povo de Israel fosse profeta, e que o Senhor pusesse o seu espírito sobre ele! (Nm. 11,29). Como Moisés sentia- se impotente para conter a insubmissão de seu povo, pediu socorro aos espíritos, que o mandou escolher setenta anciãos entre os mais respeitáveis, e de uma só vez torná-los médiuns ...e tirando do espírito que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram. E estes passaram a colaborar com Moisés na obra de doutrinação de seu povo. Quanto mais perto de Jeová os judeus se sentissem, mais conscientes estariam de sua missão de . Porém Moisés enganou-se. De posse dos dons espirituais, cada judeu viu nessa prática uma maneira de subtrair vantagens. A venda de favores espirituais tornou-se atividade comum entre eles. E a mediunidade, entre aquele povo, breve perverteu-se. As hostes de espíritos inferiores aproveitaram-se do ambiente favorável que se estabeleceu a seu favor, para estimularem aquela gente invigilante a reverenciar falsos deuses e estátuas de animais como o bezerro de ouro, cujo simbolismo compreendia rituais sensualistas que terminavam em festivais de sexo explícito coletivo. Moisés compreendeu que errara. Seu povo estava ainda imaturo para assumir responsavelmente as práticas de tão elevadas revelações, e de conviver com elas, obtendo com esse privilégio a acumulação de valores morais que o haveriam de tornar uma nação realmente superior em relação aos outros povos. O grande condutor hebreu voltou atrás em sua decisão, e só então proibiu o intercâmbio com os espíritos entre sua gente, e reprimiu com violência o seu uso. Os que ousassem praticá-lo, pagariam com a morte. Encerrava-se para a história o primeiro grande ciclo mediúnico. O profetismo voltou assim a ser de uso restrito às escolas de iniciação. Por muitos séculos seguidos, tornou-se atividade exclusiva dos profetas.

O segundo grande ciclo mediúnico ocorreu cerca de mil e trezentos anos após o primeiro, também na Palestina, novamente entre o povo judeu, com o advento do Cristianismo. Na realidade, sua preparação começara cerca de trezentos antes do nascimento de Cristo. Nessa época surge na Palestina uma nova seita judaica, secreta, onde as atividades mediúnicas eram amplamente exercitadas e reverenciadas. Os membros dessa seita, ao tempo de Jesus, ficaram conhecidos como Essênios. Os essênios viviam em comunidades isoladas, longe das multidões, e levavam vida ascética. Diziam que precisavam estar santamente preparados para receber o Senhor e para servi-lo, quando ele chegasse. Após a morte de Jesus eles saem de cena, tão misteriosamente como apareceram. Grande parte das correntes espiritualistas tentam ligar os essênios à vida de Jesus. Evidências evangélicas e históricas tornam verossímil essa hipótese. Acredita-se que Jesus tenha convivido com esse povo durante o período obscuro de sua vida que vai dos treze aos trinta anos, onde teria organizado sua campanha evangélica e preparado os essênios, mediunicamente, para darem suporte aos fenômenos psíquicos que ele iria produzir. O Mestre Nazareno, ao iniciar sua vida pública, fez da mediunidade uma prática constante. Suas curas, transfigurações, "ressurreições" de mortos, multiplicação de pães, locomoção sobre as águas, etc., são a mais clara evidência de sua especial capacidade de provocar fenômenos mediúnicos de efeitos físicos, nos quais, com certeza, precisaria do apoio de médiuns altamente habilitados para a produção de fluídos abundantemente suficientes para que aqueles extraordinários fenômenos se produzissem. Emmanuel, nos dias de hoje, chama a Jesus de médium sublime. Também seus apóstolos e discípulos, todos foram médiuns que produziram fenômenos abundantes, e eram preparados para exercitarem essas atividades. Paulo de Tarso, o apóstolo dos gentios, foi um médium extraordinário, e fez do mediunato um dos seus mais importantes instrumentos de trabalho. Como ocorre nos centros espíritas de hoje, cada igreja cristã era uma escola de educação mediúnica, onde se formavam médiuns com as mais variadas modalidades de manifestação espiritual. Importantes escolas de iniciação à mediunidade floresceram nos tempos apostólicos, sendo que a mais importante foi a de Antióquia. O serviço mediúnico ocupava posição destacada entre os primeiros cristãos. Nenhuma decisão importante se tomava sem consulta prévia aos espíritos. O Cristianismo primitivo foi um movimento mediúnico por excelência. Foram quase trezentos anos ininterruptos de atividades mediúnicas. A ninguém era negado o desenvolvimento de suas faculdades. É claro que cada interessado deveria passar por um noviciado (treinamento mediúnico), e só após, era batizado pelo Espírito santo (considerado médium), com a imposição das mãos sobre a cabeça dos neófitos.

Ao assumir integralmente o controle do Cristianismo, o catolicismo romano tratou de por fim aos serviços mediúnicos. Como nos tempos de Moisés, a Igreja Cristã romana, menos cristã e mais romana, usou da violência na repressão aos dons do espírito, e cada médium pagava com a morte, agora na fogueira, a sua ousadia em desafiar as proibições dos bispos. O intercâmbio com os espíritos definha, e acaba por desaparecer no seio do Cristianismo. O segundo grande ciclo mediúnico termina.

O terceiro grande ciclo mediúnico, e o mais importante dos três, ocorre em nossos dias, e teve início em meados do século XIX, tendo sua eclosão começado nos Estados Unidos com as irmãs Fox, e se espalhado rapidamente pelo mundo. Seu epicentro fixou-se na França, onde, através de Allan Kardec, os Espíritos Superiores legaram à humanidade a mais avançada escola religiosa de todos os tempos, tendo como seu mais vigoroso apoio o uso das práticas mediúnicas. Esse fator diferencia o Espiritismo das demais escolas religiosas e reflete sua grandeza. Grandeza que os antigos hebreus e cristãos primitivos também conheceram, mas que a perderam quando viram-se despojados do intercâmbio com os espíritos.

Os hebreus perderam o seu acesso aos dons da profecia quando passaram a fazer mau uso deles. Os primeiros cristãos viram suprimidos seus carismas pelos interesses mesquinhos e particularistas da igreja poderosa que colocou as "- razões do estado" acima das necessidades espirituais de seus seguidores. E os espíritas modernos? O que estão fazendo da mediunidade? Para onde a estão levando? Não chegou o momento de fazer-se uma autocrítica?

É claro que os Espíritos Superiores, responsáveis pela condução e aprimoramento das faculdades mediúnicas entre os homens estão vigilantes em seus postos. Mas o fator mediúnico não depende só deles. É uma atividade de duas vias e a única viável entre os dois planos da vida, conhecida pelos humanos. Sem a participação do médium o fenômeno não ocorre. Faz-se urgente pois, por parte destes, profundas reflexões. Os espíritas não podem alhear-se ao que se vê com bastante freqüência em casas espíritas, algumas até renomadas, onde obras dita mediúnicas, tais como livros, pinturas, músicas, sem qualquer valor artístico, e sem nenhum conteúdo moral ou doutrinário sendo comercializadas, fazendo supor-se, infelizmente, sejam obras de mistificação dos próprios médiuns. Estamos frente a um descalabro mediúnico? Reflitamos pois.
(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 362 de Março de 2001)

sábado, 5 de novembro de 2011

Mahatma Gandhi

Mahatma Gandhi lutou por direitos civis na Índia e pela independência do seu país. Para tanto, utilizou como armas não a violência, a luta armada, mas sim a paz, a não-violência, a compreensão e o amor. Vejam caríssimos irmãos três vídeos interessantes sobre este personagem ímpar da história da humanidade.







quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lançamento da Pedra Fundamental do Núcleo Espírita Doutor Juca em Arês/RN


No último Sábado, alguns trabalhadores da casa tiveram a honra de participarem do Lançamento da Pedra Fundamental do Núcleo Espírita Doutor Juca, na municipalidade de Arês/RN. Na oportunidade, foi mostrado o terreno doado pela Prefeitura de Arês para a instalação da nova casa espírita, como também do projeto arquitetônico. Atualmente, o Núcleo Espírita Doutor Juca funciona provisoriamente em Arês/RN, na casa do Senhor Francisco Ferreira Xixi, carinhosamente conhecido por Zito, um dos fundadores da FESA.

Durante o evento, tivemos apresentações de atividades realizadas pelo Núcleo Espírita Eurípedes Barsanulfo - NEEB. Grupos de danças, de karatê, de capoeira, de percussão e de um coral composto por crianças se apresentaram e abrilhantaram o evento. 


Após as apresentações, Zito agradeceu a Deus e a presença de todos os irmãos espíritas presentes.

A FESA deseja que Deus abençoe o Núcleo Espírita Doutor Juca como também a todos os seus trabalhadores.

Seguem fotos do evento:









   

A Vida de Irmã Dulce

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.

Irmã Dulce com um irmão que ajudava
Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914 em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, ela já havia transformado a casa da família, na Rua da Independência, 61, num centro de atendimento a pessoas carentes. É nessa época que ela manifesta pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres.
A sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.
Os primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela fundava a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações - o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.
Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Brasil.
O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.
Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. 
Visita de João Paulo II 
Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor das milhares de pessoas simples, anônimas. Muitas delas, identificadas com o que poderíamos chamar do último nível da escala social, justamente para quem Irmã Dulce dedicou a sua obra.
Irmã Dulce e as Crianças que Ajudava

Fonte: www.irmadulce.org.br

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Madre Tereza de Calcutá



O dia mais belo?
Hoje.
A coisa mais fácil?
Errar.
O maior obstáculo?
O medo.
O maior erro?
O abandono.
A raíz de tdos os males?
O Egoísmo.
A distração mais bela?
O trabalho.
Os melhores professores?
As crianças.
O maior mistério?
A morte.
O pior defeito?
O mau humor.
A pessoa mais perigosa?
A mentirosa.
O sentimento mais ruim?
O rancor.
O presente mais belo?
O perdão.
O mais imprescindível?
O lar.
A rota mais rápida?
O caminho certo.
A sensação mais agradável?
A paz interior.
A proteção efetiva?
O sorriso.
A maior satisfação?
O dever cumprido.
A força mais potente do mundo?
A fé.
As pessoas mais necessárias?
Os pais.
A mais bela de todas as coisas?
O amor.
A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz avaro.
A docilidade sem amor, te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, fez tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor, te deixa fanático.
A cruz sem amor, se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido...

(Madre Tereza de Calcutá)

A Porta Estreira e a Porta Larga

Por José Reis Chaves

O Nazareno deixou-nos o grande ensinamento de que na Casa do Pai há várias moradas. E elas estão em qualquer parte do universo, portanto, a Terra é uma delas. E habitamos eternamente nelas enquanto espíritos que somos. Mas justamente porque somos imortais, nós já estamos na eternidade.
Segundo alguns filósofos, entre eles Huberto Rohden, podemos dividir os indivíduos, espiritualmente falando, em três categorias: profanos, virtuosos e iniciados.

Profanos são aqueles desinteressados pelas coisas da área espiritual, embora não sejam necessariamente materialistas propriamente ditos. Estão naquela fase de nem desejarem sequer, ainda, entrar pela chamada Porta Estreita, de que falam os Evangelhos. Todavia, vai chegar o dia em que eles vão despertar também para isso, mas por eles mesmos, como o personagem da Parábola do Filho Pródigo, pois Deus respeita o nosso livre-arbítrio que Ele próprio nos deu, deixando por conta nossa o quando, o onde e o como desse nosso despertar para as coisas do alto, do nosso Eu Interior.

A categoria dos virtuosos constitui-se dos espiritualistas que procuram por em prática os princípios do bem e da moral. Porém, praticam-nos com dificuldades, sacrificando a sua própria vontade. É a essa categoria que pertence a maioria de todos nós, que queremos passar pela Porta Estreita, mas só conseguimos, por enquanto, a passagem pela Porta Larga.

Já a terceira categoria compõe-se de uns poucos indivíduos do tipo de Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Luther King e Irmã Dulce da Bahia. Elas fazem o bem, prazerosamente, como quem está com fome e saboreia uma apetitosa comida.

O Mestre disse que o seu jugo é suave. E essas pessoas sentem essa realidade, já vivenciando estes seus conselhos : “Se alguém lhe der um tapa no rosto, apresente-lhe a outra face”. “Se alguém tomar-lhe a capa, dê-lhe também a túnica”. “Não resistais ao maligno”. Encontram-se elas já no estágio de inofendibilidade, isto é, neutralidade diante das ofensas que se lhes fazem. E, por isso, elas até nem têm nada que perdoar a ninguém, pois que ninguém consegue ofendê-las. E, obviamente, já têm passagem garantida pela Porta Estreita, pois quase sempre elas estão voltadas para o mundo do seu Eu Interior, o mundo do Reino dos Céus, que lhes é bastante para a sua felicidade.

Essas idéias de nossa evolução espiritual trazem subjacente em seu bojo a da reencarnação, ou seja, a de que, um dia, todos se salvarão, pensamento este coincidente também com o da Igreja atual, de que a salvação é para todos, com o de parte do Islamismo (Sufismo e Bahaísmo) e, igualmente, com o das grandes religiões orientais, cujos adeptos representam cerca da metade da população da Terra.
Com efeito, se isso não fosse também a Doutrina do Homem de Nazaré, Ele não se intitularia o Salvador do Mundo, mas, sim, só de meia dúzia de almas!

E não poderia ser diferente, pois, se Deus quer que todos se salvem, o que poderia obstaculizar a sua vontade infinita?