Palestrantes de Fevereiro 2013

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Atividades da casa FESA.. contato (84) 94119866

FAMÍLIA ESPÍRITA SEAREIROS DO AMANHÃ
Rua Governador Valadares, 4861 Fone: 94119866

SEGUNDA

19H DIÁLOGO FRATERNO
19H30m TRAT SAÚDE ESPIRITUAL
20H EVANGELHO/PASSES
20H EVANGELIZAÇÃO

TERÇA
19H30m MOMENTO DE PRECE PRIVADO

QUARTA
20H PINTURA MEDIÚNICA PRIVADO

QUINTA
19H TRAT A DISTÂNCIA PRIVADO
20H DESOBSESSÃO PRIVADO

SEXTA
19H30m ESTUDO MEDIÚNICO

SABADO
16H EVANGELHO/PASSES
16H30m ESDE

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Natal e Espiritismo

 
Por Sérgio Biagi Gregório 


SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico. 4. Nascimento de Jesus: 4.1. A Manjedoura; 4.2. Anúncio Profético; 4.3. Uma Nova Luz. 5. A Simbologia do Natal: 5.1. Papai Noel; 5.2. O Espírito do Natal; 5.3. Numa Véspera de Natal. 6. A Mensagem do Cristo através do Espiritismo: 6.1. Um Conquistador Diferente; 6.2. O Espiritismo como Revivescência do Cristianismo; 6.3. Festa de Natal para os Espíritas. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.


1. INTRODUÇÃO
De onde vem o termo Natal? Por que 25 de dezembro? Desde quando se comemora nesta data? Qual o espírito do Natal? Qual o significado dos presentes, das árvores e do Papai Noel? Tencionamos desenvolver este assunto analisando o nascimento de Cristo, o espírito natalício e os subsídios oferecidos pelo Espiritismo, para uma melhor interpretação da sua simbologia.

2. CONCEITO
Natal - Do latim natale significa nascimento. Dia em que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro). 

3. HISTÓRICO
As Igrejas orientais, desde o século IV, celebravam a Epifania (“aparição” ou “manifestação”), em 6 de janeiro, cujo simbolismo referia-se ao mistério da vinda ao mundo do Verbo Divino feito homem. Em Roma, desde o tempo do Imperador Aureliano (274), o dia 25 de dezembro (solstício de Inverno, no calendário Juliano) era consagrado ao Natalis Solis Invicti, festa mitríaca do “renascimento” do Sol. A Igreja romana não tardou em contrapor-lhe a festa cristã do Natale de Cristo, o verdadeiro “sol de justiça”. Esta festa pronto se estendeu por todo o Ocidente, não tardando também em ser adotada por todas as igrejas orientais. (Enciclopédia luso-Brasileira de Cultura)
O nascimento de Cristo sempre esteve envolvido em controvérsias. Para uns, seria 1.º de janeiro; para outros, 6 de janeiro, 25 de março e 20 de maio. Pelas observações dos chineses, o Natal seria em março, que foi quando um cometa, tal qual a estrela de Belém, reluziu na noite asiática no ano 5 d.C. Como data festiva, é um arranjo inventado pela Igreja e enriquecida através dos tempos pela incorporação de hábitos e costumes de várias culturas: a árvore natalina é contribuição alemã (século VIII); o Papai Noel (vulgo São Nicolau) nasceu na Turquia (século IV); os cartões de natal surgiram na Inglaterra, em meados do século XIX. (Estado de São Paulo, p. D3)

4. NASCIMENTO DE JESUS

4.1. A MANJEDOURA
Conta-se que Jesus nascera numa manjedoura, rodeado de animais. Um monge diz que isso não é verdade, pois como a casa de José era pequena para abrigar toda a sua família, o novo rebento deu-se no estábulo. Em termos simbólicos, a manjedoura revela o caráter humilde e simples daquele que seria o maior revolucionário de todos os tempos, sem que precisasse escrever uma única palavra. Os exemplos de sua simplicidade devem nortear os nossos passos nos dias que correm. De nada adianta dizermo-nos adeptos de Cristo e agirmos de modo contrário aos seus ensinamentos.

4.2. ANÚNCIO PROFÉTICO
O nascimento de Jesus fora anunciado pelos profetas da antiguidade, nos seguintes termos: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus convosco)”. Na época predita veio ao mundo o arauto, o Salvador, aquele que tiraria os “pecados” do mundo.  Os judeus, contudo, não entenderam a grande mensagem do Salvador: esperavam-no na condição de rei, de governador. Ele, porém, dizia ser rei, mas não deste mundo. Enaltecendo a continuidade desta vida, vislumbrava-nos a expectativa da vida futura, muito mais proveitosa e sem as dificuldades materiais da vida presente.  

4.3. UMA NOVA LUZ 
O nascimento de Jesus coincide com a percepção de uma nova luz para a humanidade sofredora. Os ensinamentos de Jesus devem servir para transformar não apenas um homem, mas toda a Humanidade. Numa simples visão de conjunto, observamos o que era planeta antes e no que se transformou depois de sua vinda. O Espírito Emmanuel, em Roteiro, diz-nos que antes de Cristo, a educação demorava-se em lamentável pobreza, o cativeiro era consagrado por lei, a mulher aviltada qual alimária, os pais podiam vender os filhos etc. Com Jesus, entretanto, começa uma era nova para o sentimento. Iluminados pela Divina influência, os discípulos do Mestre consagram-se ao serviço dos semelhantes; Simão Pedro e os companheiros dedicam-se aos doentes e infortunados; instituem-se casas de socorro para os necessitados e escolas de evangelização para o espírito popular etc. (Xavier, 1980, cap. 21)  

5. A SIMBOLOGIA DO NATAL 

5.1. PAPAI NOEL 
Papai Noel, símbolo do Natal, é usado pelos comerciantes, a fim de incrementar as vendas dos seus produtos no final de cada ano. O espírito do natal, segundo a propaganda, está relacionado com a fartura da mesa, a quantidade de brinquedos e outros produtos que o consumidor possa ter em seu lar. À semelhança dos reflexos condicionados, estudados por Pavlov, há repetição, intensidade e clareza dos estímulos à compra, dando-nos a entender que estamos comemorando o renascimento de Cristo. Se não prestarmos atenção, cairemos na armadilha do consumismo exacerbado, dificultando a meditação e a reflexão durante esta data tão especial para a Humanidade.  

5.2. O ESPÍRITO DO NATAL 
O espírito do Natal deve ser entendido como a revivescência dos ensinos de Cristo em cada uma de nossas ações. Não há necessidade de esperarmos o ano todo para comemorá-lo. Se em nosso dia-a-dia estivermos estendendo simpatia para com todos e distribuindo os excessos de que somos portadores, estaremos aplicando eficazmente a “Boa-Nova” trazida pelo mestre Jesus. “Não se pode servir a Deus e a Mamon”. A perfeição moral exige distinção entre espírito e matéria. A riqueza existe para auxiliar o homem no seu aperfeiçoamento espiritual. Se lhe dermos demasiado valor, poderemos obscurecer nossa iluminação interior. Útil se torna, assim, conscientizarmo-nos de que somos usufrutuários e não proprietários dos bens terrenos.  

5.3. NUMA VÉSPERA DE NATAL 
Conta-nos o Espírito Irmão X que Emiliano Jardim, cujas noções materialistas estragavam-lhe os pensamentos, viera a sofrer uma dor de paternidade, ao ver o seu filho arrebatado pela morte. Abatido pela dor, começa a se interessar pelo Catolicismo. Porém, repelia veemente todos os que pensavam de forma diferente a respeito do Cristo. Do Catolicismo passa para o Protestantismo, mas sem que o Mestre penetrasse no seu interior. Depois de longa luta, Emiliano sente-se insatisfeito e ingressa nos arraiais espiritistas. Emiliano, como acontece à maioria dos crentes, vislumbra a verdade dos ensinamentos de Jesus, anseia por vê-lo nos outros homens, antes de senti-lo em si mesmo.  
Com o passar do tempo, teve outros revezes. 
Numa véspera de Natal, em que o ambiente festivo lhe falava da ventura destruída do coração, Emiliano quis por termo à própria vida.  
Na hora amargurada em que o mísero se dispunha a agravar as próprias angústias, uma voz se fez ouvir no recôndito de seu espírito:
“— Emiliano, há quanto tempo eu buscava encontrar-te; mas sempre me chamavas através dos outros, sem jamais me procurar em ti mesmo! Dá-me tua dor, reclina a cabeça cansada sobre o meu coração!... Muitas vezes, o meu poder opera na fraqueza humana. Raramente meus discípulos gozam o encontro divino, fora das câmeras do sofrimento. Quase sempre é necessário que percam tudo, a fim de me acharem em si mesmos”.
Emiliano estava inebriado. E a voz continuou:
“— Volta ao esforço diário e não esqueças que estarei com os meus discípulos sinceros até ao fim dos séculos! Acaso poderias admitir que permaneço em beatitude inerte, quando meus amigos se dilaceram pela vitória de minha causa? Não posso estacionar em vãs disputas, nem nas estéreis lamentações, porque necessitamos cuidar do amoroso esclarecimento das almas. É por isso que estou, mais freqüentemente, onde estejam os corações quebrantados e os que já tenham compreendido a grandeza do espírito de serviço. Não te rebeles contra o sofrimento que purifica, aprende a deixar os bonecos a quantos ainda não puderam atravessar as fronteiras da infância. Não analises nunca, sem amar. Lembra-te de que quando criticares teu irmão, também eu sou criticado. Ainda não terminei minha obra terrestre, Emiliano! Ajuda-me, compreendendo a grandeza do seu objetivo e entendendo a fragilidade dos teus irmãos”. (Xavier, 1982, p. 40) 

6. A MENSAGEM DO CRISTO ATRAVÉS DO ESPIRITISMO 

6.1. UM CONQUISTADOR DIFERENTE 
A história está repleta de conquistadores: Sesóstris, em seu carro triunfal, pisando escravos e vencidos, em nome do Egito sábio; Nabucodonosor, arrasando Nínive e atacando Jerusalém; Alexandre, à maneira de privilegiado, passa esmagando cidades e multidões; Napoleão Bonaparte, atacando os povos vizinhos. A maioria desses homens fizeram as suas conquistas à custa de punhal e veneno, perseguição e força, usando exército e prisões, assassínio e tortura.
“Tu, entretanto, perdoando e amando, levantando e curando, modificaste a obra de todos os déspotas e legisladores que procediam do Egito e da Assíria, da Judéia e da Fenícia, da Grécia e de Roma, renovando o mundo inteiro. Não mobilizaste soldados, mas ensinaste a um punhado de homens valorosos a luminosa ciência do sacrifício e do amor. Não argumentaste com os reis e com os filósofos; entretanto, conversaste fraternalmente com algumas crianças e mulheres humildes, semeando a compreensão superior da vida no coração popular”. (Xavier, 1978, cap. 49, p. 261) 

6.2. O ESPIRITISMO COMO REVIVESCÊNCIA DO CRISTIANISMO 
De acordo com os princípios doutrinários do Espiritismo, Jesus foi o personificador da segunda revelação da lei de deus, pois a primeira viera com Moisés, no monte Sinai, onde recebera a tábua dos Dez Mandamentos. Como Moisés misturou a lei humana com a lei divina, Jesus veio para retificar o que de errado havia, como é o caso de transformar a lei do “olho por olho” e a do “dente por dente” na lei do amor e do perdão. A sua pregação da boa nova veio ensinar ao homem a lei de causa e efeito e da justiça divina, quer seja nesta ou na outra vida, ou seja, a vida futura. Allan Kardec, com o auxílio dos Espíritos superiores,  deu continuidade a esta grande obra de elucidação dos caminhos da evolução. 

6.3. FESTA DE NATAL PARA OS ESPÍRITAS 
Na noite em que o mundo cristão festeja a Natividade do Menino Jesus, os espíritas devem se lembrar de comemorar o nascimento da Doutrina Espírita, entendida como a terceira revelação, um novo marco no desenvolvimento espiritual da humanidade, em que todos os problemas, todas as dúvidas, todas as dores serão explicadas à luz da razão e do bom senso. Dentro deste contexto, a lei da reencarnação é um dos princípios fundamentais para o perfeito entendimento do sofrimento e da dor. De acordo com a reencarnação ou a diversidade das vidas sucessivas, temos condições de melhor vislumbrar o nosso futuro, que nada mais é do que uma continuidade daquilo que estivermos fazendo nesta vida. Optando pela prática do bem, teremos uma vida futura feliz; escolhendo o mal, teremos que sofrer as suas conseqüências, no sentido de nos adaptarmos à lei do progresso, que é inexorável.  

7. CONCLUSÃO 
Jesus, através de seus emissários, está sempre falando conosco, no sentido de nos incentivar a amar cada vez mais o nosso próximo, independentemente de como este esteja nos tratando. Pergunta-se: que vantagem há em amarmos os que nos amam?  

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 
ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa: Verbo, [s. d. p.]
ESTADO DE SÃO PAULO. 21/12/1996
XAVIER, F. C. Roteiro, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980.
XAVIER, F. C. Reportagens de Além-Túmulo, pelo Espírito Irmão X. 6. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1982.
XAVIER, F. C. Pontos e Contos, pelo Espírito Irmão X. 4. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1978.
São Paulo, dezembro de 1999.


* Texto retirado do site: www.ceismael.com.br

Jesus na visão Espírita



Por Sergio Fernandes Aleixo

Em meio à crescente proliferação de doutrinas exóticas no seio mesmo do nosso movimento, sobremodo nos preocupam aquelas cujo resultado é a deturpação da legitima visão espírita de Jesus de Nazaré.

Ao contrário do que a negligência de muitos confrades pode supor, Allan Kardec deixou-nos bem definida a concepção espírita sobre a natureza do Cristo, quer física, quer, sobretudo, espiritualmente.

No comentário ao nº 226 de O Livro dos Espíritos, o codificador estabelece que, quanto ao estado no qual se encontram, os espíritos podem ser encarnados, errantes ou puros. Acerca dos puros, dizem os espíritos superiores: "Não são errantes... Esses se encontram no seu estado definitivo."

Tal é a condição espiritual de Jesus: a dos espíritos puros, ou seja, a dos espíritos que "percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria" (Ob.cit.,nº 113). Apesar de integrar o número dos que "não estão mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis", dos que "realizam a vida eterna no seio de Deus" (id. Ibid.), entre nós, por missão, o mestre encarnou-se. Conforme o nº 233 de O livro dos espíritos esclarece, "os espíritos já purificados descem aos mundos inferiores", a fim de que não estejam tais mundos "entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los".

É bem verdade que no comentário ao nº 625 da mencionada obra, Allan Kardec apresenta Jesus como "o tipo da perfeição moral a que a humanidade pode aspirar na Terra", em quase exata conformidade com o que diz sobre os espíritos superiores, os quais, segundo ele: "Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo" (nº 111).

Cumpre-nos salientar que na doutrina espírita o rigor do conceito de pureza se concentra na expressão "puro espírito", que Kardec explicou ser o estado dos seres que tradicionalmente são chamados "anjos, arcanjos ou serafins"; entretanto, com isso, não quis o codificador estabelecer a existência de gradações no estado de pureza espiritual; basta confrontarmos o item 111 com o item 226 de O livro dos espíritos.

Contudo, o sacrifício tipicamente missionário de um retorno à Terra, mesmo quando já não há necessidade desse tipo de experiência para evoluírem, é meritório aos espíritos superiores, do ponto de vista de sua progressão, pois não integram ainda a classe dos puros espíritos, não se encontram ainda no seu "estado definitivo".

Alguns entendem que este seria o caso de Jesus de Nazaré. Ele teria atingido a perfeição, ou, quiçá, um grau evolutivo mais alto entre os filhos do homem somente após o cumprimento de sua missão, o que, alias, é sugerido pelo autor da Epístola aos hebreus, o qual entende que Jesus, por seus sacrifícios, teria passado, de `sacerdote', à condição de `sumo sacerdote' da ordem de Melquisedeque.

Não desposamos essa idéia, embora admitamos que não confronta com o ensino de O livro dos espíritos, no qual, de fato, Jesus figura ainda como espírito superior; passível seria ele, portanto, de aperfeiçoamento.

A codificação espírita, todavia, não termina em O livro dos espíritos, começa nele. Allan Kardec desenvolveu e aprimorou o conceito espírita sobre a condição espiritual de Jesus como fez com relação a outros temas. Se não, vejamos.

Já mesmo em O livro dos médiuns, obra que constitui, segundo o próprio codificador, a seqüência de O livro dos espíritos, Allan Kardec passou a classificar Jesus como espírito puro. Na nota que escreve à dissertação IX do cap. XXXI, distingue, com absoluta clareza "os espíritos verdadeiramente superiores" daquele que representa "o espírito puro por excelência", por desvelada menção a Jesus Cristo.

Ora, Allan Kardec diz que tais espíritos, mesmo superiores, não têm as qualidades do Cristo; de novo estabelece, portanto, diferença entre Jesus e os espíritos superiores, como fez em O livro dos médiuns, na aludida nota à dissertação IX do cap. XXXI. Isso tão- só porque os espíritos superiores ainda não são puros.

Do livro: "Reencarnação – Lei da Bíblia, Lei do Evangelho, Lei de Deus." - Sergio Fernandes Aleixo, ed. Lachâtre

Extraido do site www.ade-rj.org.br

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ação Social no Abrigo Deus e Caridade




Confraternizaçao no Abrigo Deus e Caridade ..

Como fazemos todos os anos, no dia 10 de dezembro, a partir das 14h, a familia FESA - Familia Espírita Seareiros do Amanhã, irá participar de uma tarde de ação social no Abrigo Deus e Caridade em Macaiba/RN, onde nos confraternizaremos com idosos e funcionários, com brincadeiras e amigo secreto, no intuito de celebrarmos o natal. O abrigo mantém 16 idosos que são carinhosamente cuidados com muita afetividade por parte dos que fazem aquela instituição.
Texto de Neneta - trabalhadora da casa

Oremos pelo José Raul Teixeira

A mocidade faz publicar em seu blog e-mail recebido pela trabalhadora Tereza Santos (Tete Santos) e enviado pelo irmão Alamar Régis Carvalho acerca da situação do grande espírita José Raul Teixeira. Novas informações poderão ser vistas no site: http://www.redevisao.net/

Vejamos:

Oremos pelo José Raul Teixeira

Prezados amigos:

O companheiro José Raul Teixeira, médium e conferencista espírita, sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) no avião, em que viajava para Nova York, onde realizaria uma série de conferências, a começar por hoje, terça-feira. Assim que o avião pousou, ele foi levado para o hospital Jamaica Hospital Center, que fica perto do aeroporto John Fitzgerald Kennedy, onde está internado na UTI. Amigos espíritas locais, que sempre recepcionam o consagrado expositor e outros que visitam aquela cidade, estão no hospital, mas não conseguem qualquer informação sobre o seu estado de saúde, posto que as normas locais só permitem que forneçam informações para os familiares dos pacientes. Continuarão tentando a noite inteira; se não conseguirem, recorrerão ao consulado brasileiro, nesta quarta-feira, a fim de obterem as informações que serão passadas para o Brasil. Pedimos aos amigos espíritas, admiradores daquele notável trabalhador espírita, que o envolvam nas suas preces.

Carinhosamente,

Alamar Régis Carvalho

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sócrates e Platão: Precursores do Espiritismo


Sérgio Biagi Gregório
SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Contexto Histórico. 3. Biografia: 3.1. Sócrates; 3.2. Platão. 4. Princípios Comparados (Doutrina): 4.1. Deus; 4.2. Alma; 4.3. Reencarnação. 5. Princípios Comparados (Moral): 5.1. Justiça; 5.2. Riqueza; 5.3. Máximas. 6. Codificação do Espiritismo. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.
1. INTRODUÇÃO
O objetivo central deste estudo é mostrar que a idéia espírita é tão velha quanto o próprio tempo. Já na Antigüidade podemos perceber o clarão dessas verdades eternas. Perguntaríamos: quem foi Sócrates? E Platão? Em que as idéias de Sócrates e Platão se assemelham às do Espiritismo?
2. CONTEXTO HISTÓRICO
A religião empresta as primeiras explicações a respeito da criação do homem e do cosmos: é clássico o relato bíblico sobre Adão e Eva, o primeiro casal a habitar a Terra. A China milenar, com sua filosofia de vida, discute normas de comportamento: no taoísmo há diversas noções sobre a arte de viver. A Grécia, palco da filosofia, elabora o pensamento: o logo e o ratio estão sempre em ação.
Antes de Sócrates, as indagações dos primeiros filósofos referem-se ao Cosmo. Questiona-se se o elemento primordial da vida é água, o ar, o fogo ou a Terra. A vinda de Sócrates muda o eixo da filosofia: o homem volta-se para dentro de si mesmo, através da maiêutica, do conhecimento de si mesmo.
Platão, discípulo de Sócrates, dá continuidade ao método socrático, aperfeiçoando-o. Depois de Platão surgiu Aristóteles. E assim poderíamos ir arrolando os diversos filósofos até chegarmos à época atual.
3. BIOGRAFIA
3.1. SÓCRATES
Nascimento/morte:
(470/399 a. C.)
Filiação:   
mãe – Fenarete (parteira)
pai – Sofronisco (escultor)
Profissão:     
(escultor?)
Vida familiar:
desposou Xantipa – três filhos (?)
Vida política:  
tomou parte em três campanhas militares.
Caráter:   
paciência, simplicidade e domínio de si próprio a toda a prova.
Ensinamento: 
Ágora (praça pública) – missão divina de educar – daimon
Filosofia:
“Conhece-te a ti próprio”, apoiado pela maiêutica.
3.2. PLATÃO
Nascimento/morte:
(427/347 a C.)
Filiação:
pai: Ariston
mãe Perictione
pertencia a uma das mais nobres famílias atenienses
Nome:
Aristocles, mas devido a sua constituição física, recebeu o apelido de Platão, que em grego significa de ombros largos.
Trajeto:
discípulo de Sócrates. Depois da morte de seu mestre, empreendeu várias viagens. Retornou a Atenas, em 387  a. C.,  e fundou a Acadêmia.
Filosofia:
teoria das idéias, ou como se desenvolve o conhecimento.
Obras escritas: 
A República, As Leis, O Político.
4. PRINCÍPIOS COMPARADOS (DOUTRINA)
4.1. DEUS
Para Sócrates, Deus é uma inteligência onipresente, onisciente, onipotente, absolutamente invisível ao homem. Deriva a prova da existência de Deus da finalidade do mundo. A ordem cósmica (o providencial de acontecer) é obra de um Espírito inteligente e não do acaso.
Para o Espiritismo, Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas a coisas. Seus atributos são: eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso e soberanamente justo e bom. Para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da sua Criação. Não há efeito sem causa. Se o efeito é inteligente a causa também o é.
4.2. ALMA
Para Sócrates, a alma participa da natureza divina e é dada por Deus ao homem; a vida não depende do corpo, depende da alma; através da união da alma ao corpo, a alma se macula, e só reconquista sua pureza pela libertação do corpo.
Para Platão o homem é a união da alma e do corpo. A alma é a essência do corpo, e tem a natureza das idéias. Alma é o princípio do movimento e da vida, portanto imortal.
Classifica-a em:
Alma racional – alma-cabeça;
Alma passional – alma-peito;
Alma apetitiva – alma-ventre.
Para o Espiritismo, a alma é o Espírito encarnado. Para progredir no mundo material, une-se ao princípio vito-material do gérmen, e sofre todas as limitações que a matéria impõe ao Espírito imortal.
4.3. REENCARNAÇÃO
Para Platão, se a alma, quando penetra o corpo, não busca manter sua pureza, quando morre o corpo, não retornará ao mundo das idéias, mas estará sujeita à transmigração para outro corpo de homem ou animal (metempsicose), segundo as predileções que tenha manifestado.
Para o Espiritismo, a alma, quando não atinge sua evolução espiritual completa, entra no mundo espiritual denominado de erraticidade, e espera por uma nova oportunidade de voltar a este mundo. A reencarnação num corpo material é uma conseqüência da impureza da alma.
5. PRINCÍPIOS COMPARADOS (MORAL)
5.1. JUSTIÇA
Sócrates e Platão tratam constantemente da purificação da alma.
Platão nos diz que para cada parte da alma há uma virtude:
Alma racional – sabedoria;
Alma passional – coragem, fortaleza;
Alma apetitiva – temperança.
A justiça engloba todos esses tipos de alma – requisitos essenciais para a harmonia do ser  e, por conseguinte, para a felicidade. Quem pratica uma injustiça deve ser punido e a pena, a expiação, é a purificação (catharsis), ou seja, a libertação do mal anterior.
Para o Espiritismo, a Lei de Amor, Justiça e Caridade é a mais importante das leis naturais, porque resume todas as demais e dá-lhe suporte. O Código da Vida Futura segundo o Espiritismo pode ser resumido em: arrepender-se, sofrer e reparar o mal (injustiça).
5.2. RIQUEZA
Para Sócrates e Platão, a riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza não ama nem a si, nem o que está em si. O apego aos bens materiais é perda da alma.
Para o Espiritismo, a riqueza é uma prova mais difícil do que a pobreza, porque pode provocar o apego aos bens materiais, e dificultar o acesso aos bens espirituais.
5.3. MÁXIMAS
Sócrates e Platão: “É pelos frutos que se reconhece a árvore”.
Espiritismo: encontra-se textualmente repetida nos Evangelhos;
Sócrates e Platão: “A virtude não se pode ensinar; ela vem por um dom de Deus àqueles que a possuem”.
Espiritismo: evoca os esforços para conquistá-la.
Sócrates e Platão: “É uma disposição natural, em cada um de nós, aperceber-se bem menos dos nossos defeitos que dos de outrem”.
Espiritismo: o Evangelho diz: “Vedes o argueiro no olho do vosso vizinho, e não vedes a  trave que está no vosso”.
6. CODIFICAÇÃO DO ESPIRITISMO
Sócrates, quando ensina nas praças públicas, lança as sementes da maioridade terrestre, o formoso ideal da fraternidade e da prática do bem.
Jesus, cinco séculos depois, vem ensinar o “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
Depois de Jesus tivemos os contributos de São Francisco de Assis, Santo Agostinho, Descartes, Kant, Espinosa, Barret, Crookes e outros.
Em 31 de março de 1848 originou-se um marco importante na história do Espiritismo: o Fenômeno de Hydesville.
Em 18/04/1857, com o lançamento de O Livro dos Espíritos, Kardec fornece ao mundo o embrião da Doutrina dos Espíritos.
Nos 145 anos que se sucederam à codificação, muitas obras espíritas vieram à luz para elucidar os vários aspectos da Doutrina.
Esses pensadores e médiuns espíritas não só complementaram obra magnífica de Allan Kardec como também procuraram divulgá-la mais de acordo com as necessidades de compreensão dos homens da atualidade. 
7. CONCLUSÃO
Uma idéia não vem à tona de uma hora para a outra. É preciso preparar os ânimos. Vimos que a idéia espírita já fora veiculada por várias personalidades. Chegara o momento em que tudo o que estava velado deveria vir à luz. É nesse momento que surge Allan kardec para nos organizar o edifício da fé cristã, corroída pelo dogmatismo religioso.
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BRUN, J. Sócrates. Lisboa, Dom Quixote, 1960. (Coleção Mestres do Passado, n.º 9).
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.
 São Paulo, setembro de 1995

Texto retirado do site: www.ceismael.com.br

ESPIRITISMO DIZ QUE 'LEI DO AMOR' REGE RELAÇÕES

"Tenho 21 anos e quando eu tinha 17 vi um rapaz, mas, não foi uma situação usual. Estava conversando com duas colegas numa sala vazia do colégio e olhando para a janela e, de repente, me senti arrastada para outro lugar - minha alma fez questão de ignorar espaço, tempo ou qualquer outra coisa que fosse sinônimo para uma separação entre nós dois, separação que nunca existiu... - por alguns milésimos de segundo, fiquei cara-a-cara com um rapaz. Ele estava num ambiente amplo, parecia uma biblioteca, uma sala de estudos. Uma pessoa que eu não havia me encontrado fisicamente, mas me passava a sensação de conhecê-lo de uma forma que a palavra "intimidade" se tornaria superficial se fosse usada. Não sei o nome, não sei onde mora, mas, sei cada sonho, cada desejo, cada sentimento.....Após esse momento, senti minha alma entrando em choque com meu corpo, como se houvesse sido arrastada de volta.

Em vários momentos onde me sentia morta, uma força inexplicável banhava minha alma com paz. Lembrar que o Divino havia me dado a oportunidade de ser um todo com ele, me preenche com reverência.Em vários momentos tenho flashes com informações sobre ele. Sei a data de nascimento dele, sei a altura, sei o nome do melhor amigo, sei que é filho único, sei que o pai é falecido. Sei também que ele também tem a mesma sensibilidade que eu.Sempre sinto-o perto de mim. Ele chama por mim. Coincidentemente, fui pedida em namoro no dia que sei que é aniversário dele. Não aceitei, foi como eu tivesse um compromisso com ele, senti como se ele me pedisse para esperá-lo O outro era um mero estranho, estava na minha frente, mas, um estranho. Descobri, depois alguns dias, que o rapaz que fez o pedido era um canalha.

Ele me desperta os sentimentos mais puros. Em certo momento da vida, eu não acreditava em mais nada, me sentia morta e as duas únicas vezes que fiz uma oração foi pedindo para que ele fosse feliz, e não importava se fosse com outra pessoa, que meus erros não acabassem com felicidade dele. Não desejei fazer aquela oração, minha alma o fez. As palavras jorraram de um deserto escuro...Depois de muito tempo de vazio no peito, voltava a sentir meu ser preenchido. Esse amor está ligado a Divina Essência dentro de nós.

Tenho certeza absoluta que escontrarei esse rapaz e que temos uma ligação que é capaz de vencer erros, espaço e tempo. Demorou um pouco, mas, cheguei à conclusão de que o amo. Sempre o amei. Amo e sou amada. Somos um.Vocês conhecem alguma situação parecida. Já aconteceu com vocês ou com alguém próximo? Que tipo de liação nós podemos ter? Adoraria ficar parada esperando a vida prepara esse encontro, mas quero fazer algo, quero encontrá-lo. Preciso de ajuda". Maria


Falando sobre o casamento, o codificador da doutrina espírita Allan Kardec foi um dos poucos filósofos de seu tempo a discorrer sobre o amor e suas implicações. Afirmou, à época, que “nem a lei civil, nem os compromissos que ela faz contrair podem suprir a lei do amor se esta lei não preside a união; disso resulta que, frequentemente, o que se une à força, se separa por si mesmo; infelicidade que se evitaria se, nas condições do casamento, não se fizesse abstração da única lei que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor”.

Algumas histórias de amor parecem escritas pelo destino. Tem que acontecer e pronto! Isso não determina um romance feliz ou não, mas um amor de almas. São laços fortes do passado. Pessoas que se reencontram após vidas sucessivas de paixão, ódio ou amor.

O destino pode aproximar duas pessoas, mas as escolhas, os comportamentos são determinados pelo livre arbítrio. A partir do momento em que nos responsabilizamos por nossas escolhas, acertos e erros, mudamos nossa vida. Em vez de vítima, seremos o agente da sua própria história!

Na luz do Espiritismo, há uma explicação para uma ligação tão forte: as vidas sucessivas.

Certamente, este rapaz já tinha vivido uma história de amor com Maria. Mas não somos meros joguetes do destino, obras do acaso. Aceitamos ou não os caminhos que nos são postos a seguir. Certo, apenas é que é difícil fugir a um compromisso que selamos na Espiritualidade antes de reencarnarmos.

Mesmo que você não acredite na reencarnação, o seu passado cármico está escrito no seu inconsciente. Durante o sono, seu espírito fica livre da matéria por algumas horas e relembra tudo. Você, conscientemente ou inconscientemente sabe porque sofre, porque atraiu ou não determinada pessoa. No entanto, Deus não quer que duas pessoas fiquem juntas por obrigação. Só o amor deve unir. Mesmo que haja algo muito forte, você conta com o livre arbítrio.

Escolha sempre o amor. Confundimos as paixões desenfreadas, o interesse material, as ilusões com o verdadeiro amor. O verdadeiro amor é o único que resgata, purifica e traz felicidade.

Texto retirado do site www.amordealmas.com 

domingo, 13 de novembro de 2011

Menina desde os quatro anos de idade realiza pintura mediúnica

Imaginação infantil



Daniela, de cinco anos, brincava com suas bonecas quando percebeu um homem sentado na poltrona da sala. Ele era alto, simpático e sorridente. Como sua mãe naquele momento entrou na sala e não deu atenção a ele, Daniela perguntou baixinho: 
— Mamãe, não viu que temos visita? 
— Visita? Quem, minha filha? — respondeu a mãe, surpresa, olhando para a menina. 
E a garota apontou para a poltrona, onde estava o senhor. A mãe virou-se para aquele lado. 
— Filha, não tem ninguém ali!... 
A menina olhou de novo e não viu mais o homem.
 
— Mas ele estava ali, mamãe. Tenho certeza! Sorriu para mim e ficou me vendo brincar! 
A mãe pegou a filha no colo, deu-lhe um beijo e disse: 
— Filhinha, é natural seu engano. As crianças sempre têm muita imaginação. Venha ajudar a mamãe a preparar o almoço.  
Daniela acompanhou a mãe, mas ficou pensativa. Ela realmente tinha visto aquele homem. Não era imaginação! Logo, porém, esqueceu o assunto.  
No entanto, a situação continuou a se repetir. A menina via crianças, senhoras, velhinhos. Às vezes, eram pessoas que a deixavam com medo, mas geralmente eram alegres, agradáveis e até brincavam com ela.  
Quando contava o que estava vendo, todos riam, dizendo que estava imaginando coisas. Então, por isso, Daniela parou de falar. Não queria que rissem dela.  
Um dia, ela estava na cozinha vendo a mãe fazer pão, quando viu um senhor na porta. Ele cumprimentou-a, gentil; tinha os cabelos brancos e os olhos azuis. Era tão real, que ela puxou a saia da mãe e disse baixinho: 
— Mamãe, tem visita! 
A senhora acompanhou o olhar da filha e respondeu: 
— De novo, Daniela? Não há ninguém ali!  
— Tem, sim, mamãe! É um senhor de cabelos brancos e olhos azuis, não está vendo? Ele disse que o nome dele é Guilherme.  
— Guilherme?!...  
— Sim, mamãe! Disse que é seu avô Gui.   
A mãe ficou pálida de repente e caiu sentada na cadeira, a chorar copiosamente.  
— Não é possível, filha! Você não conheceu seu bisavô e nunca tocamos no nome dele. Meu avô Gui é falecido há mais de quinze anos!...  
— Pois é ele mesmo. Diz que veio nos visitar e que vamos receber mais visitas hoje.
 
A mãe, porém, estava apavorada. Impossível! Então sua filha estava vendo pessoas já falecidas? Estava com medo e não sabia o que fazer, que atitude tomar.  
Tremendo, largou a massa que estava fazendo, e ficou ali, sentada. De repente, a campainha soou e Daniela correu a atender. Abriu a porta e abriu um lindo sorriso: 
— Tia Amélia! — gritou ela, e se jogou nos braços da tia, irmã de sua mãe e que há muito tempo não via. 
A recém-chegada abraçou-a com amor e perguntou pela mãe dela.  
— Venha, tia Amélia. Mamãe está aqui na cozinha. 
Ao ver a irmã que chegava, a dona da casa caiu
em seus braços, chorando. Tentando acalmá-la, Amélia perguntou-lhe por que estava chorando e Vilma contou-lhe o que tinha acontecido. Então, Amélia sorriu e acalmou a irmã: 
— Ah! É isso? Mas não precisa ficar tão assustada, Vilma! O que aconteceu com Daniela é normal. Não fique preocupada, minha irmã.  
E Amélia explicou a ela que ninguém morre; que todos os Espíritos que deixam o corpo continuam vivendo numa outra realidade e podem se comunicar com os chamados ”vivos”, que estão ainda encarnados. Explicou que o que aconteceu com Daniela é absolutamente natural e chama-se mediunidade, que é a faculdade de ver e ouvir os Espíritos desencarnados. Que, em vez de lágrimas de preocupação, o fato merecia ser comemorado com muita alegria. Afinal, o avô delas tinha vindo tranquilizá-las quanto à sua sorte, afirmando que estava bem!  
Vilma, mais calma, tinha parado de chorar e ouvia a irmã, admirada. Depois, olhou para a filha, desculpando-se: 
— Perdoe-me, filha, não ter acreditado em você. Mas eu não sabia que isso podia acontecer!  
— Eu sei, mamãe. Mas eu também pensei estar vendo gente como a gente, isto é, de carne! 
Elas riram diante das palavras da menina, que lembrou: 
— Mamãe, o seu avô Gui também disse que íamos receber visitas hoje, lembra? 
— É verdade! E pouco depois, Amélia, você chegou! — exclamou perplexa, ao ver a confirmação do que a filha tinha dito. 
— Interessante! Meu marido precisou vir a essa região, e eu aproveitei para visitar vocês. Ele deixou-me aqui e vem buscar-me de tarde. Assim, temos muito tempo para colocar os assuntos em dia. E, pelo que vejo, eu cheguei na hora certa!   
E Amélia contou à irmã que tinha se tornado espírita, o que a ajudou bastante a compreender quem somos, de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde vamos. E completou afirmando: Agora sou outra pessoa.  
Admirada com as palavras e a convicção da irmã, Vilma pediu-lhe algumas explicações, o que Amélia deu de boa vontade. À hora do jantar, quando o pai de Daniela chegou, teve a grata surpresa de ver a cunhada e o marido. Em clima de alegria transcorreu a reunião, bastante agradável. Ao final da noite, ao despedir-se, Amélia convidou os presentes para fazerem uma prece, pedindo o amparo de Jesus para toda a família. Após a oração, Daniela informou:  
— Meu bisavô está contente. Manda um abraço a todos e disse que agora já pode ir, porque tudo foi esclarecido. Ele deu tchau com a mão, e desapareceu — disse a menina acenando para ele.  
No dia seguinte, interessados, Vilma e o marido procuraram um centro espírita, agradecidos por terem agora os olhos abertos para a realidade do mundo espiritual.  
                                                                  MEIMEI
 
(Recebida por Célia X. de Camargo em Rolândia-PR, em 12/09/2011.)

* Retirado do site www.oconsolador.com.br

O Divórcio




Extraído do livro de Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo.

5. O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. Se fosse contrario a essa lei, a própria Igreja seria obrigado a considerar prevaricadores aquele de seus chefes que, por autoridade própria e em nome da religião, hão imposto o divórcio em mais de uma ocasião. E dupla seria aí a prevaricação, porque, nesses casos, o divórcio há objetivado unicamente interesses materiais e não a satisfação da lei de amor. 

Mas, nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: "Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres?" Isso significa que, já ao tempo de Moisés, não sendo a afeição mútua a única determinante do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Acrescenta, porém: "no princípio, não foi assim", isto é, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, derivando da simpatia, e não da vaidade ou da ambição, nenhum ensejo dava ao repúdio. 

Vai mais longe: especifica o caso em que pode dar-se o repúdio, o de adultério. Ora, não existe adultério onde reina sincera afeição recíproca. É verdade que ele proíbe ao homem desposar a mulher repudiada; mas, cumpre se tenham em vista os costumes e o caráter dos homens daquela época. A lei mosaica, nesse caso, prescrevia a lapidação. Querendo abolir um uso bárbaro, precisou de uma penalidade que o substituísse e a encontrou no opróbrio que adviria da proibição de um segundo casamento. Era, de certo modo, uma lei civil substituída por outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, tinha de passar pela prova do tempo.

Comentário: Espiritualista

Com certeza Allan Kardec era favorável ao divórcio e também os espíritos que o ajudaram a formular sua obra, o que nós temos que analisar hoje em dia após dois mil anos que Jesus esteve na terra é o seguinte, basicamente tudo se resume em uma coisa, se você não é feliz junto ao seu parceiro é lógico que sua vida não pode ser jogada fora com um relacionamento que deu errado, brigas e perturbações conjugais, diferenças de pensamentos, ninguém é obrigado a mudar a sua personalidade, isto seria ser falso, porque nós conseguiríamos mudar apenas externamente a maneira de sermos, em resumo é mais de Deus você ser verdadeiro e tomar uma atitude correta do que viver entre o ódio e o rancor, viver com uma pessoa que você não ama, nem tem afinidades de pensamentos.

Em uma separação conjugal cujo os dois tem um bom fundamento de caráter, ela é feita sem grandes traumas, sem ofensas, sem que um odeie o outro, infelizmente acontece que um dos dois continua amando, mas não é correto só porque você ama, forçar que seu outro ou outra o ama também, a vida é cheia desses casos, é comum, mas temos o tempo a nosso favor.

* retirado do site www.espiritismofamilia.blogspot.com

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ciclos Mediúnicos


Por Almir Palácio

A mediunidade há muito se espalhou pelo Brasil. em todas as classes sociais e em suas diversas modalidades: de cura, de efeitos físicos, psicografia, psicofônica, psicopictográfica e outras.

Ao deter-se na coleta de informações para tentar compor um estudo sobre a história da mediunidade, o observador atento vai descobrir que os fenômenos mediúnicos sempre estiveram presentes na vida religiosa de todos os povos e nações.

Ao longo do tempo, em cada região ou localidade onde essas manifestações eclodiam, recebiam nomes diferentes. No antigo Egito a mediunidade era reconhecida como ritos de iniciação. Entre os gregos era chamada de mistérios de Elêusis. Na Pérsia chamava-se magia, entre os babilônios, adivinhação. Para os antigos hebreus seu nome era dons da profecia. Entre os cristãos primitivos a mediunidade chamou-se carisma, e recebeu diversos nomes conforme suas diferentes modalidades de manifestação: dons do espírito, dons de cura, dons de línguas, profecia. Os ofitas chamaram-na de delírios espirituais. Entre os druidas seu nome era ritual de magia. Entre os cátaros o transe mediúnico era chamado de consolamentum. Na Alemanha, na época de Lutero, à eclosão de um “surto mediúnico”, deram-lhe o nome de epidemia mística. Além destas, muitas outras definições foram dadas aos fenômenos mediúnicos, registradas pela história religiosa de cada povo. Finalmente, com Allan Kardec, esses fenômenos consolidaram-se como mediunidade, e hoje esse termo é aceito, com algumas exceções, quase que universalmente. Os católicos, na atualidade, reabilitaram a mediunidade de cura em seu meio com o nome de movimento de renovação carismática, numa referência aos carismas, nome que a identificava nos tempos apostólicos, e os evangélicos, na atualidade, dão-lhe o nome de descida do espírito santo.

Mas não somente em movimentos coletivos manifestou-se a mediunidade. Também com indivíduos, isoladamente, dentro ou fora de ambientes místicos ou religiosos, os fenômenos mediúnicos nunca deixaram de se manifestar, aqui e ali, com qualquer tipo de pessoas, em lugares diferentes, em línguas diferentes, e em tempos diferentes. Naturalmente, as forças espirituais superiores que assistem à humanidade, através dos processos mediúnicos, sempre mantiveram abertos os canais de intercâmbio entre seu plano e o nosso, como uma necessidade de se manterem permanentes essas experiências, visando aos tempos futuros, quando o conceito de religião tivesse transcendido às velhas concepções de religião organizada, com seus rituais, dogmas, e formalismos inúteis.


De entremeio a tantas manifestações do espírito, ao longo de milênios, três grandes ciclos mediúnicos se sobressaíram na história, coincidindo com três importantes revelações religiosas que a humanidade assistiu, e que os espíritas consagram como . Isso nos leva a refletir sobre as informações de André Luiz segundo as quais religião e mediunidade são intercorrentes, isto é, embora coisas diferentes, ambas se complementam. Desta maneira, o Mediunismo funciona como fator coadjuvante na consolidação da cultura religiosa entre os homens, e, conseqüentemente, como necessário e poderoso instrumento auxiliar para sua ascensão espiritual.

O primeiro grande ciclo mediúnico ocorreu na velha Canaã dos hebreus, ao tempo de Moisés. O grande profeta (médium) e legislador hebreu pretendeu fazer de seu povo uma grande nação teocrática, e para preservá-la dentro de princípios teocráticos, precisaria educar seus irmãos de raça para que assimilassem perfeitamente as "ordens que seriam ditadas por Jeová". Povo rude e insubmisso, cercado por todos os lados por nações belicosas e pagãs, que faziam de seus variados deuses mitológicos seus objetos de adoração, para Moisés, a crença dos judeus em Jeová, Deus único, precisaria estar fortemente arraigada num profundo sentimento religioso. Assim como os deuses mitológicos estavam sempre presentes em cada atividade e costumes dos povos vizinhos, também Jeová deveria estar presente em cada peripécia da vida dos judeus. Moisés deu-lhes esse Deus, único e superior. Porém, igualmente aos deuses mitológicos, Moisés dotou-o de sentimentos humanos, e pela boca do povo (via mediúnica), fê-lo falar a língua do povo, e expressar os sentimentos desse próprio povo. Ao contrário do que entenderam os intérpretes dos textos bíblicos, o grande líder hebreu não proibiu o profetismo (mediunismo), e sim o liberou, e estimulou a sua prática junto à sua gente. ...quem dera que todo o povo de Israel fosse profeta, e que o Senhor pusesse o seu espírito sobre ele! (Nm. 11,29). Como Moisés sentia- se impotente para conter a insubmissão de seu povo, pediu socorro aos espíritos, que o mandou escolher setenta anciãos entre os mais respeitáveis, e de uma só vez torná-los médiuns ...e tirando do espírito que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram. E estes passaram a colaborar com Moisés na obra de doutrinação de seu povo. Quanto mais perto de Jeová os judeus se sentissem, mais conscientes estariam de sua missão de . Porém Moisés enganou-se. De posse dos dons espirituais, cada judeu viu nessa prática uma maneira de subtrair vantagens. A venda de favores espirituais tornou-se atividade comum entre eles. E a mediunidade, entre aquele povo, breve perverteu-se. As hostes de espíritos inferiores aproveitaram-se do ambiente favorável que se estabeleceu a seu favor, para estimularem aquela gente invigilante a reverenciar falsos deuses e estátuas de animais como o bezerro de ouro, cujo simbolismo compreendia rituais sensualistas que terminavam em festivais de sexo explícito coletivo. Moisés compreendeu que errara. Seu povo estava ainda imaturo para assumir responsavelmente as práticas de tão elevadas revelações, e de conviver com elas, obtendo com esse privilégio a acumulação de valores morais que o haveriam de tornar uma nação realmente superior em relação aos outros povos. O grande condutor hebreu voltou atrás em sua decisão, e só então proibiu o intercâmbio com os espíritos entre sua gente, e reprimiu com violência o seu uso. Os que ousassem praticá-lo, pagariam com a morte. Encerrava-se para a história o primeiro grande ciclo mediúnico. O profetismo voltou assim a ser de uso restrito às escolas de iniciação. Por muitos séculos seguidos, tornou-se atividade exclusiva dos profetas.

O segundo grande ciclo mediúnico ocorreu cerca de mil e trezentos anos após o primeiro, também na Palestina, novamente entre o povo judeu, com o advento do Cristianismo. Na realidade, sua preparação começara cerca de trezentos antes do nascimento de Cristo. Nessa época surge na Palestina uma nova seita judaica, secreta, onde as atividades mediúnicas eram amplamente exercitadas e reverenciadas. Os membros dessa seita, ao tempo de Jesus, ficaram conhecidos como Essênios. Os essênios viviam em comunidades isoladas, longe das multidões, e levavam vida ascética. Diziam que precisavam estar santamente preparados para receber o Senhor e para servi-lo, quando ele chegasse. Após a morte de Jesus eles saem de cena, tão misteriosamente como apareceram. Grande parte das correntes espiritualistas tentam ligar os essênios à vida de Jesus. Evidências evangélicas e históricas tornam verossímil essa hipótese. Acredita-se que Jesus tenha convivido com esse povo durante o período obscuro de sua vida que vai dos treze aos trinta anos, onde teria organizado sua campanha evangélica e preparado os essênios, mediunicamente, para darem suporte aos fenômenos psíquicos que ele iria produzir. O Mestre Nazareno, ao iniciar sua vida pública, fez da mediunidade uma prática constante. Suas curas, transfigurações, "ressurreições" de mortos, multiplicação de pães, locomoção sobre as águas, etc., são a mais clara evidência de sua especial capacidade de provocar fenômenos mediúnicos de efeitos físicos, nos quais, com certeza, precisaria do apoio de médiuns altamente habilitados para a produção de fluídos abundantemente suficientes para que aqueles extraordinários fenômenos se produzissem. Emmanuel, nos dias de hoje, chama a Jesus de médium sublime. Também seus apóstolos e discípulos, todos foram médiuns que produziram fenômenos abundantes, e eram preparados para exercitarem essas atividades. Paulo de Tarso, o apóstolo dos gentios, foi um médium extraordinário, e fez do mediunato um dos seus mais importantes instrumentos de trabalho. Como ocorre nos centros espíritas de hoje, cada igreja cristã era uma escola de educação mediúnica, onde se formavam médiuns com as mais variadas modalidades de manifestação espiritual. Importantes escolas de iniciação à mediunidade floresceram nos tempos apostólicos, sendo que a mais importante foi a de Antióquia. O serviço mediúnico ocupava posição destacada entre os primeiros cristãos. Nenhuma decisão importante se tomava sem consulta prévia aos espíritos. O Cristianismo primitivo foi um movimento mediúnico por excelência. Foram quase trezentos anos ininterruptos de atividades mediúnicas. A ninguém era negado o desenvolvimento de suas faculdades. É claro que cada interessado deveria passar por um noviciado (treinamento mediúnico), e só após, era batizado pelo Espírito santo (considerado médium), com a imposição das mãos sobre a cabeça dos neófitos.

Ao assumir integralmente o controle do Cristianismo, o catolicismo romano tratou de por fim aos serviços mediúnicos. Como nos tempos de Moisés, a Igreja Cristã romana, menos cristã e mais romana, usou da violência na repressão aos dons do espírito, e cada médium pagava com a morte, agora na fogueira, a sua ousadia em desafiar as proibições dos bispos. O intercâmbio com os espíritos definha, e acaba por desaparecer no seio do Cristianismo. O segundo grande ciclo mediúnico termina.

O terceiro grande ciclo mediúnico, e o mais importante dos três, ocorre em nossos dias, e teve início em meados do século XIX, tendo sua eclosão começado nos Estados Unidos com as irmãs Fox, e se espalhado rapidamente pelo mundo. Seu epicentro fixou-se na França, onde, através de Allan Kardec, os Espíritos Superiores legaram à humanidade a mais avançada escola religiosa de todos os tempos, tendo como seu mais vigoroso apoio o uso das práticas mediúnicas. Esse fator diferencia o Espiritismo das demais escolas religiosas e reflete sua grandeza. Grandeza que os antigos hebreus e cristãos primitivos também conheceram, mas que a perderam quando viram-se despojados do intercâmbio com os espíritos.

Os hebreus perderam o seu acesso aos dons da profecia quando passaram a fazer mau uso deles. Os primeiros cristãos viram suprimidos seus carismas pelos interesses mesquinhos e particularistas da igreja poderosa que colocou as "- razões do estado" acima das necessidades espirituais de seus seguidores. E os espíritas modernos? O que estão fazendo da mediunidade? Para onde a estão levando? Não chegou o momento de fazer-se uma autocrítica?

É claro que os Espíritos Superiores, responsáveis pela condução e aprimoramento das faculdades mediúnicas entre os homens estão vigilantes em seus postos. Mas o fator mediúnico não depende só deles. É uma atividade de duas vias e a única viável entre os dois planos da vida, conhecida pelos humanos. Sem a participação do médium o fenômeno não ocorre. Faz-se urgente pois, por parte destes, profundas reflexões. Os espíritas não podem alhear-se ao que se vê com bastante freqüência em casas espíritas, algumas até renomadas, onde obras dita mediúnicas, tais como livros, pinturas, músicas, sem qualquer valor artístico, e sem nenhum conteúdo moral ou doutrinário sendo comercializadas, fazendo supor-se, infelizmente, sejam obras de mistificação dos próprios médiuns. Estamos frente a um descalabro mediúnico? Reflitamos pois.
(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 362 de Março de 2001)

sábado, 5 de novembro de 2011

Mahatma Gandhi

Mahatma Gandhi lutou por direitos civis na Índia e pela independência do seu país. Para tanto, utilizou como armas não a violência, a luta armada, mas sim a paz, a não-violência, a compreensão e o amor. Vejam caríssimos irmãos três vídeos interessantes sobre este personagem ímpar da história da humanidade.







quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lançamento da Pedra Fundamental do Núcleo Espírita Doutor Juca em Arês/RN


No último Sábado, alguns trabalhadores da casa tiveram a honra de participarem do Lançamento da Pedra Fundamental do Núcleo Espírita Doutor Juca, na municipalidade de Arês/RN. Na oportunidade, foi mostrado o terreno doado pela Prefeitura de Arês para a instalação da nova casa espírita, como também do projeto arquitetônico. Atualmente, o Núcleo Espírita Doutor Juca funciona provisoriamente em Arês/RN, na casa do Senhor Francisco Ferreira Xixi, carinhosamente conhecido por Zito, um dos fundadores da FESA.

Durante o evento, tivemos apresentações de atividades realizadas pelo Núcleo Espírita Eurípedes Barsanulfo - NEEB. Grupos de danças, de karatê, de capoeira, de percussão e de um coral composto por crianças se apresentaram e abrilhantaram o evento. 


Após as apresentações, Zito agradeceu a Deus e a presença de todos os irmãos espíritas presentes.

A FESA deseja que Deus abençoe o Núcleo Espírita Doutor Juca como também a todos os seus trabalhadores.

Seguem fotos do evento:









   

A Vida de Irmã Dulce

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.

Irmã Dulce com um irmão que ajudava
Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914 em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, ela já havia transformado a casa da família, na Rua da Independência, 61, num centro de atendimento a pessoas carentes. É nessa época que ela manifesta pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres.
A sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.
Os primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela fundava a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações - o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.
Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Brasil.
O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.
Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. 
Visita de João Paulo II 
Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor das milhares de pessoas simples, anônimas. Muitas delas, identificadas com o que poderíamos chamar do último nível da escala social, justamente para quem Irmã Dulce dedicou a sua obra.
Irmã Dulce e as Crianças que Ajudava

Fonte: www.irmadulce.org.br